Quarta-feira, 17 de Abril de 2013

Crítica: Pyyramids - Brightest Darkest Day

 

O que acontece quando se juntam Tim Nordwind (Ok Go) e Drea Smith (He Say/She Say), com ajuda de Dan Konopka (Ok Go) e Dave Friedman (MGMT, Flaming Lips etc.)?

 

Um disco que tem passado despercebido a muita gente, ao que parece.

 

Mas não devia. O álbum mistura todas as (boas) influências dos anos 80, como Cure ou Joy Division, numa electro-pop melancólica de sensibilidade muito 'indie', se é que isso ainda existe.

 

Gravado na cave de Nordwind, como manda o figurino, 'Brightest Darkest Day' dos Pyyramids sabe pôr-nos logo no espírito certo com uma introdução de pouco menos que dois minutos. Logo a seguir, a batida de 'Smoke & Mirrors' faz-nos questionar se a viagem vai ser tão calma como pareceu. A voz de Drea Smith mostra-se cheia de emoção, contrastada pelos sintetizadores e percurssão.

 

A música seguinte, 'Don't Go' admite a derrota numa relação com um ambiente que lembra um pouco os Cure em 'A Forest'. Não seria de estranhar, tendo em conta que Smith e Nordwind partilham uma afinidade com bandas inglesas dos anos 80. O ritmo aumenta logo a seguir, com 'Don't You Think You're Enough', onde as guitarras com distorção ganham a dianteira. Essa tendência continua com 'Paper Doll', a música escolhida para single, aparentemente, tendo em conta que é a única que tem vídeo. Não sendo para mim a mais forte do álbum, sabe encontrar o equilíbrio entre a parte mais pesada e a mais calma e de novo nos remete para o imaginário de Manchester nos 80s, até pelo efeito do vídeo...

 

Encontrado assim o ponto de balanço de 'Brightest Darkest Day', o disco avança com 'Everyone Says' e 'Invisible Scream', antes de parar para respirar em 'Time (Interlude)'. Recuperado o folêgo dos Pyyramids e o nosso, 'Time' leva-nos novamente por paisagens mais calmas e assombradas, com piano e sintetizador, antes de abrir para um coro que faz brilhar a voz de Drea Smith.

 

Com 'That Ain't Right', que lembra bastante She Want Revenge, e 'Nothing I Can Say' termina o disco. A sensação que fica é que o equilíbrio sonoro está bastante bem feito e as paisagens sonoras irrepreensíveis. O álbum ouve-se de ponta a ponta sem que se sinta muito a passagem do tempo, que é uma coisa boa, embora dado o estilo, algumas coisas se tornem um pouco previsíveis.

 

Não se espera que este disco faça parte da 'shortlist' anual da maioria das pessoas, mas vale a pena ouvir e ficar atento a esta nova banda.

 

8,4/10 - Tiago Crispim

 

 


publicado por Registos Sonoros às 20:43
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