Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

The Weatherman - Review



Torna-se sempre mais fácil falar sobre um disco, quando se conversa com quem o fez. Este terceiro disco de Alexandre Monteiro enquanto The Weatherman, é o primeiro disco homónimo pois tenta marcar um fim do ciclo, de alguma forma, mas porque é o disco mais autobiográfico do músico do Porto. Depois de "Cruisin Alaska", numa aventura pop com alguns toques de electrónica, e de "Jamboree Park at The Milky Way", a aventura mais pomposa, mais épica, mas mais interior, The Weatherman quis chegar ao equilíbrio entre estes dois discos. Recorde-se que desde o primeiro disco já se passaram quase 7 anos e do segundo quase 4, mas a verdade é que este disco hómonimo começou a ganhar contornos logo a seguir a "Jamboree Park at The Milky Way", talvez porque este registo já tinha tocado em alguns aspectos autobiográficos, mas neste como o próprio afirmou "este sou eu aqui e agora", é o registo de vários amores, amizades, locais, pessoas, mas todos relacionados ao centro do disco, o próprio Weatherman

Sonicamente falando, Alexandre Monteiro quis arriscar tudo neste trabalho, quis fazer um disco declaradamente Pop, e exemplo disso são temas como Fab, o segundo single, "Unite The People" ou "Proper Goodbye" que foi o primeiro rosto que conhecemos deste disco de Alexandre Monteiro, mas o disco tem 2 fases, uma mais intimista e até melancólica e outra num crescendo Pop até à despedida em "See Ya". Talvez por ter estes dois agrupamentos, possamos achar em alguns momentos que as músicas são enormes, mas apenas se vão embrenhando umas nas outras, e isso pode ser bom, pode dar a sensação que tudo é semelhante ou então que o disco é muito homogéneo, mas The Weatherman quis correr riscos e isso nota-se. Com produção de João André e misturado por Tim Debney e com as colaborações de Rui Maia nos teclados em dois temas, Nuno Sarafa na bateria e João André no baixo, o disco teve ainda o apoio do Fundo Cultural GDA, e por isso mesmo a falta de booklet e de podermos aceder às letras não faz muito sentido e é uma pena, pois a capa captou muito bem o sentido pop e até estelar do disco e poderia ser interessante ver esse trabalhado desenvolvido no booklet.

Talvez este disco marque um Proper Goodbye ao "antigo" Weatherman e um até já ao seu lado mais Pop.

 

6.5 / 10

 

Pedro Moreira Dias


publicado por Registos Sonoros às 14:17
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