Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

O Mexefest sem sair do mesmo sítio sempre a mexer...

Gostaria profundamente de vos contar como gostei de ver Efterklang ou Django Django, ou mesmo como Alt-J me encheu as medidas, mas isso vai ficar para outro ano...

 

 O Vodafone Bus 1 visto de fora

 

A verdade é que vos vou apenas contar como o Mexefest, os dois dias de Festival, foram para mim horas e horas no trânsito com 4 beldades rebeldes, loucas e cheias de power! Como só posso falar dos concertos de Anarchicks no Vodafone Bus 1, é só sobre isso que vos falar.

 

Primeiro, se o Cody ChessnuTT estava a soar incrivelmente bem num dos novos espaços do festival, o telheiro dos restauradores, o objectivo foi claramente atingir o mesmo nível. E para isso, no primeiro dia as "riot girls" tiveram a preciosa ajuda de Pedro Chamorra (sim de Voxels), o mesmo que misturou o primeiro longa duração, que sairá a 21 de Janeiro com o título “Really?!”. Foi esse mesmo disco que a banda andou a dar a conhecer ao longo dos dois dias. No primeiro deles, um pequeno percalço com a fonte de alimentação, que estoirou aos primeiros acordes do tema de abertura, levou a baterista Katari a improvisar solos de bateria, com direito ao Malhão Malhão, e levou a JD interpretar Seven Nation Army também na bateria; já no segundo, apenas o cansaço as fez parar antes da última e derradeira viagem, por volta da 01h00 já de Domingo.

 

As Anarchiks em plena actuação 

 

A verdade é que fazer som num autocarro ou mesmo tratar de toda a logística é uma loucura, e não é para estomâgos sensíveis. As voltas que foram dadas à Rotunda do Marquês para colocar instrumentos e tripés para microfones ainda hoje me fazem pensar se entro nas portas giratórias de qualquer local onde tenha que ir.

 

Mas verdade seja dita, duvido que outro palco seja tão divertido como aquele, com pessoas de boca aberta nas avenidas e praças, pessoas com o passe da Carris a tentar entrar, malta de todas as idades a abanar o autocarro - tudo aconteceu. E aconteceu porque a malta quer é divertir-se com a banda, quer estar perto dela, rir-se com ela, mandar umas caralhadas com ela, responder, bater palmas, cantar, curtir.

E o Sr. Marques, exímio condutor da Carris, que estava ao mesmo tempo a fazer jogo de luzes para a banda (a ligar e a apagar as luzes do autocarro) e o segurança Carlos Martins, que ajudava a malta a entrar, de forma a que toda a gente pudesse fazer o pino com o autocarro a perder o contacto com chão.

 

Restraining Order, ao vivo no autocarro

O que por vezes se perde nos concertos sentadinhos numas cadeiras fofinhas, ganha-se em pé. A bater com a cabeça no tecto de um autocarro, sem se perceberm muito bem como é que uma banda consegue lá tocar. A verdade é que no fim da noite toda a gente tem uma estória para contar aos putos...

Sim, não vi mais nada... e tenho muita pena de não ter visto muita coisa, mas quem trabalha por gosto não se queixa.

 

Ps: prometo que nos próximos dias trago alguns dos discos que o Vodafone Mexefest deu a conhecer... já que não posso falar de concertos...

 

E para o ano há mais

 

Pedro Moreira Dias
tags:

publicado por Registos Sonoros às 23:12
link do post | comentar | favorito
Blog de novidades sobre música indie/alternativa.

Mail

contacto

links

Registos arquivados

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Subscrever