Sábado, 8 de Dezembro de 2012

Vodafone Mexefest, 7 de Dezembro de 2012

O modelo de festival como o Mexfest acarreta sempre uma série de problemas. Do lado da organização há que garantir que os concertos comecem a horas e distribuir os músicos pelas salas de acordo com o público previsto. Do lado dos "festivaleiros" encasacados há que escolher bem que concertos ver, já que não é possível ver todos os artistas, coisa que confesso me faz um pouco confusão. Isso e sair a meio dos espectáculos.

 

Para este primeiro dia de Mexefest decidi pôr logo de parte Alt-J, nova "moda" que certamente iria encher. Convenhamos que os ingleses têm um som interessante, mas estão muito sobrevalorizados. Não me arrependi da decisão, visto que à hora do concerto, a vista do Tivoli era assim.

 

 

A fila continuava, mas com os carros na avenida não consegui apanhar a totalidade de pessoas que passaram o concerto de Alt-J à porta do Tivoli.

 

Em frente, no cinema S. Jorge, cerca de uma hora antes, os Quais tocavam para um público demasiado reduzido para o que vale a banda, mas fiel. Os poucos que lá estavam sabiam as letras das músicas e entraram nas brincadeiras de Jacinto Lucas Pires e Tomás Cunha Ferreira. O duo tocou as músicas de "Meio Disco", registo de seis canções de 2009, e do recente "Pop é o contrário de Pop". Em palco, Jacinto e Tomás trocavam olhares de entendimento e faziam um concerto intimista, incluíndo a leitura de uma poesia de um autor brasileiro e uma nova canção, dedicada a Angela Merkel. Se a bossa nova fosse portuguesa soava assim.

 

 

Pouco depois de Os Quais e na sala de cima no cinema S. Jorge tocaram Manuel Fúria e os Náufragos. O ex-vocalista dos Golpes e fundador da editora Amor-Fúria está a preparar-se para lançar o primeiro disco com esta banda algures para o ano, intitulado "Manuel Fúria contempla os lírios do campo". A aposta em nome próprio e num conjunto de músicos de outras bandas é certeira. Desde os violinos às teclas, todos os náufragos são músicos com provas dadas e, aliados a Fúria, fazem-nos perguntar onde pode haver ali um elo mais fraco. À entrada do concerto distribuiram as set-lists, algo que nunca tinha visto no Mexefest. Das 11 anunciadas, assisti a cinco. Um imaginário algo rural, sem soar a tradicional, com tempo ainda para umas piadas no final das músicas, como uma Lambada, a fazer a transição.

 

 

O dia, que foi de trabalho, não se prolongou muito mais, com tempo ainda para espreitar as Anarchicks num dos "Vodafone Bus" que corriam a avenida. Punk com toques góticos, teclas que parecem guitarras e muito boa disposição e barulho para um autocarro de carreira. As caras de quem não sabe o que se passa ali dentro são ainda melhores. As quatro Anarchicks agitaram o autocarro e tiveram direito a jogo de luzes feito pelo motorista. Luz essa que compensou a primeira viagem desse autocarro, em que o gerador não aguentou a potência das meninas. Seria de esperar que, depois de ter acontecido o mesmo no ano passado, a organização tivesse arranjado geradores mais potentes. As Anarchicks deram show à mesma, com solos de bateria, pandeireita e alegria.

 

 

E para logo à noite vou tirar todas as fotos com flash.

 

Tiago Crispim

tags:

publicado por Registos Sonoros às 15:35
link do post | comentar | favorito
Blog de novidades sobre música indie/alternativa.

Mail

contacto

links

Registos arquivados

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Subscrever